Todos os artigos são de autoria do Professor Carnier, costumeiramente divulgados pela mídia especializada e frequentemente distribuídos nas Palestras e Seminários conduzidas no Brasil e exterior .


Parece incrível porém 20 anos se passaram desde a primeira vez em que participei de um projeto de Planejamento Estratégico. Na ocasião ocupava um cargo executivo em uma multinacional, e poucos tempo depois passei para o outro lado da mesa como consultor no desenvolvimento e implementação de inúmeros projetos semelhantes.

Daria para escrever um livro sobre o assunto, não exatamente sobre como desenvolver um Planejamento Estratégico, pois há uma série expressiva de publicações a respeito mas para registrar as aspirações, propostas e visões daqueles profissionais em relação as empresas, concorrentes e principalmente sobre o futuro projetado por centenas de dirigentes e executivos, integrantes desses projetos.

Ao ler esta introdução você poderá supor que após todo este tempo fazendo o mesmo exercício eu estaria caindo na tentação da acomodação pela própria tendência da rotina, mas posso assegurar que a prática e experiência nesta área representam uma lição altamente importante de como não se acomodar, pois se há uma atividade em que não há tédio ou monotonia é o desenvolvimento de um Planejamento Estratégico.

 


Imagine o trabalho de lançamento de uma nave espacial pela NASA, com diversas equipes debatendo problemas técnicos e tendo que decidir entre abortar a missão ou autorizar o lançamento dentro de poucas horas.

Agora imagine outra situação com uma força-tarefa militar em inferioridade numérica surpreendida por um ataque inimigo, ou ainda o cotidiano de um plantão de pronto-atendimento de um hospital e que recebe inúmeros casos gravíssimos todos ao mesmo tempo, típico daquelas cenas que você já viu no cinema com médicos e enfermeiros obrigados a tomar decisões rápidas e seguras.

Em todas estes exemplos tanto na análise do problema como na avaliação da situação e na tomada de decisão há um ponto central em comum, ou seja : o resultado final, o qual poderá representar a diferença entre a vida e a morte de diversas pessoas além de outros aspectos.

 


Nos últimos anos tenho incluído o assunto Marketing e Inovação como tema central em algumas de minhas palestras e workshops dado o extraordinário interesse de meus clientes e do público em geral tanto no Brasil como no exterior .

Para o meu espanto entretanto após um bom tempo em que falo sobre este assunto pude perceber que nos últimos meses a mídia especializada internacional e a local por conseqüência, voltaram a mencionar com grande ênfase o tema Inovação com um tom de grande novidade e como sendo "a bola da vez da Gestão de Negócios"

 


Na década de 90 a globalização provocou uma verdadeira invasão de multinacionais nos países considerados emergentes, alterando dramaticamente o conceito de Competitividade em segmentos até então dominados por empresas nacionais dos mais variados tamanhos, estilos de administração e ramo de atividade.

No caso específico do Brasil assistimos por exemplo a completa " devastação " do segmento de autopeças historicamente formado por sólidas empresas nacionais, a maioria com reconhecimento internacional.

 


Sempre afirmei que só podemos chamar de Cliente aquele que comprou e que volta para uma nova compra. Antes disso é apenas um Consumidor, ou seja : " um Cliente em potencial" .

Dá para se ter uma idéia sobre a polêmica que acabo criando, sempre que faço essa afirmação em meus seminários e palestras, mas a verdade é que sob a ótica do ponto de venda , há uma diferença fundamental entre Consumidor e Cliente.

 


Recentes estudos elaborados por empresas de auditoria demonstram que nos últimos anos cresceu de forma alarmante o número de golpes e fraudes aplicados nas empresas brasileiras , sinalizando que a burocracia excessiva e incentivadora da corrupção do passado, foi substituída pela falsa segurança da transparência e da autogestão de empresas mais enxutas.

A "gatunagem" agora é " high-tech" e não surrupia apenas o caixa da empresa na forma de suborno de fornecedores," jogadas contábeis ", furto de material ou todas as eventuais formas de abuso ocupacional.

 


Este artigo foi gerado a partir da palestra que realizei no CNI em Brasília por ocasião do lançamento da Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes realizada pela ABPA - Associação Brasileira de Prevenção de Acidentes e busca demonstrar e debater o tema: Segurança e Saúde no Trabalho não somente como Fator de Responsabilidade Social mas também como uma das condições fundamentais à Competitividade do setor privado nacional na geração de empregos e de riqueza ... em um mercado Globalizado .

 


No momento em que a palavra de ordem é a flexibilidade de processos e a rapidez na tomada de decisão, torna-se fundamental o papel exercido por profissionais que possuam visão para prognosticar o futuro e que possam a partir desta visão tomar decisões rápidas porem seguras e consistentes, mesmo que estas venham a alterar até o destino de uma organização.

 


Na década de 70 , Peter Drucker vaticinou : " Administração por Objetivos ? , mas objetivos de quem ? ".

Atualmente , ao ler tanta matéria sobre o tema Reengenharia, me vem à mente a observação feita por Drucker, em uma época em que surgiam as primeiras estratégias inovadoras , que iriam revolucionar a gestão empresarial do setor privado em todo o mundo .

 


Todos os que hoje estão acima da faixa.dos 40 anos devem se lembrar da reputação dos produtos " Made in Japan " até a década de 60 . Eram muito baratos , de baixa qualidade em relação aos similares de outras origens , não tinham garantia , resultando numa imagem desfavorável ao Japão e sua indústria .

Não vamos aqui discorrer sobre o avanço tecnológico dos produtos japoneses ou sobre os processos de Qualidade e Produtividade implantados em todo o mundo , inclusive no Brasil .Vamos tratar de algo muito mais expressivo . Vamos falar sobre Competitividade.

 
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